domingo, novembro 06, 2005

Para quê?


Procurar respostas para as quais nunca teremos resposta... para quê?



"Porque o único sentido oculto das coisas
É elas não terem sentido oculto nenhum."

Alberto Caeiro


"(...)
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
(...)
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na! (... )
Ó céu azul - o mesmo da minha infância -,
Eterna verdade vazia e perfeita!
(...)"

Álvaro de Campos

Elogio ao Amor

De Miguel Esteves Cardoso (in Expresso, Fri, 16 Sep 2005)

“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há¡ estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá¡ tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banalidades, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá¡ quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”



Afinal, não sou só eu a pensar assim.

Enquanto não encontrar O amOr, prefiro estar sozinha.

Simplesmente porque não vale a pena de outro modo... se não for de corpo e alma, se não doer.

sábado, novembro 05, 2005

Copy paste 2



"Gosto de nuvens arquitectadas."

"Fim de tarde em Cabo Verde. Ficará melhor numa foto o lado turistíco? Ou o país como ele é? O turismo tem essa mais valia de apagar o que suja um país."

"De que vale explicar uma dor a quem nunca a sentiu?A dor que me causas passa os limites de cinco países juntos.Apetece-me beber-te a conta-gotas.Dói-me. Dói-me muito. E quando me disseres onde, vai doer-me muito mais."

"Tudo parece bonito a essa hora, quando já estamos enroscados na cama, de baba em riste."

"Nunca os meus intestinos se chatearam tanto comigo como hoje. Leite creme e sumo de laranja. Nunca, mas nunca em toda a vossa vida, comam leite creme quente e a seguir bebam sumo de laranja fresquinho. Prometam-me isso. Nunca.
(…)
Sempre ouvi dizer que suminho de laranja fazia bem. Os meus intestinos não. Há qualquer coisa de muito estúpido em querer Leite Creme quentinho e sumo de laranja fresquinho depois, bem sei. Mas ter orgãos do meu próprio corpo a decomporem-se por causa de um mal entendido, é duro. Sempre achei que os intestinos e o cérebro, tivessem uma espécie de Walkie Talkie para saberem um do outro.
(...)
Agora como torradas e bebo chá.E gemo."

"A cidade começa a ficar muito pequena para tanta cidade."

"Há essa necessidade de as pessoas acharem que têm de ser engraçadas perto de humoristas. Tornam-se camaleões da profissão do próximo."

"A facilidade com que se agarra numa revista e se fala, com ar diplomático, das vidas de toda a gente, repugna-me. Há pessoas cuja "profissão" é mandar postas de pescada sobre tudo o que aparece nas revistas. Eu chamo-lhe "desemprego".
(...)
Irrita-nos a todos: sair do prédio e ter vizinhas (daquelas vestidas de preto, reformadas), a falarem umas com as outras sobre os barulhos que ouviram em nossa casa na noite passada, e a até que horas as visitas ficaram lá em casa, e se tinham piercings, se não tinham, e o raio que as parta ao meio. Isso, irrita-nos muito. Mas se essas velhas, estiverem num programa da manhã, e despedaçarem a vida do próximo... isso, já nos aconchega mais a alma. Já dá vontade de ir buscar umas bolachinhas de canela e ver alguém ser abalroado na tv."

"Todos os carros, que circulem a menos de 100 km/h na faixa da esquerda de uma auto-estrada, deveriam, em jeito de automático, explodir. Perder-se-iam algumas vidas, é certo, mas é melhor assim.A estupidez de alguém, que com duas faixas vazias à sua direita, insiste em lamber vagarosamente a da esquerda, é meritória de um belo dispositivo no banco de trás que detone automáticamente. Ninguem sofreria, nem o próprio condutor.Minto, sofreriam um bocadinho. Uma bomba ainda faz dói dói.Mas tem de ser assim, não me levem a mal, sou um mero mensageiro."

"Há 15 minutos fiz uma boa acção.Vou agora buscar uma vassoura e uma pá, que os vidrinhos e os ponteiros ficaram espalhados pelo quarto."

"Entristece-me a "televisão", não apenas porque sim. Mas porque dói-me ver tanta gente com talento desempregada. Actores, apresentadores, humoristas. Muitos, mesmo. Conheço-os, tenho o contacto deles. São sub-aproveitados. Somos pequenos demais para nos darmos a esses luxos tão grandes.Deixem-se de merdas.Ter mamas ou um cabelo bem tratado não é, nem nunca foi, sinal de talento.
Se calhar não moram na Quinta da Marinha.Mas têm génio. Puro.Não suportado por alicerces de açúcar.Dói-me ver uma passerelle de futilidades e assistir impávido e sereno."

"Há músicos e músicas que me dão raiva, de tão bonitas e bem compostas que são. Palavra."

"Português bem cantado bate aos pontos o dialecto mais rico de qualquer país."

"Sei-vos dizer que nestes últimos dias dormi uma módica quantia de 7 horas. A certa altura cheguei a ver elefantes a dançarem em cima de lâmpadas de halogénio. Ou se calhar era só o sono. De qualquer das maneiras, tinham uma coreografia espectacular, as lâmpadas.
(...)
Esforço-me para dormir, mas é pior. Quanto mais se quer dormir, menos vontade nos dá."

"(...)chora-se quando se sofre de tanto sofrer, ou quando nos sentimos tão bem que recorremos às lágrimas para nos ajudarem a estancar o sorriso parvo."

"Todo um texto da peça que fazia sentido na minha cabeça, hoje aparece com parágrafos trocados."

"Os nervos da espera para entrar rouba anos de vida, e connosco a assistir a tudo. Mesmo. Sentimos o sistema nervoso a picar o ponto e o estômago a cimentar. Tudo. Pensamos que até partir um pé naquele momento era mais reconfortante (...)"



Poderiam ser as minhas palavras.
Porque às vezes são os meus pensamentos!

Copy paste 1

"Mais do que um poema a rasgar os limites do bonito, é muito, muito mais que isso. Faz parte do lote de músicas que me faz dar mais uma volta ao quarteirão antes de estacionar o carro, só para chegar ao fim com ela.
E reza assim:


Estrela da Tarde

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto."

sexta-feira, novembro 04, 2005

Somewhere, in a weblog...

“O frio aconchega o corpo. Faz-nos mais aconchegados a quem queremos aconchegar. Faz-nos querer aconchegar a pessoa paredes meias com o nosso coração, até estalar os ossos, e ainda assim insistir.”

Se sei o que isso é? Claro que sim. Ou talvez ñ. Porque ñ cheguei a ter tempo de o saborear, de lhe tomar o gosto...

Mas o mais incrível é ler algo com o qual nos identificamos até à medula!



“Ontem comi castanhas no Chiado. Quentes, e de facto boas. Começa toda a gente a fumegar pela boca, a guardar os pescoços em lã e mais lã, até ficar só uma cara de frente para o mundo. Lareiras, um pouco por todo o país, começam a pedir madeira e mais madeira, tal é a fome de aquecer. As canecas enchem-se de muitos chás, dispostos a quase tudo para queimarem uma língua, que tão bem deve ser usada. Essa mesma língua, pede ao chá que este a queime. Que só assim se inicia o inverno no corpo.Seis da tarde e já a noite se senta à mesa connosco. Anoitece cedo demais para quem gosta de luz. Anoitece cedo demais mesmo para quem a detesta.”

Castanhas, esse manjar dos deuses. Há dias comi as minhas primeiras castanhas deste Outono / Inverno. Obrigada mãe por mas teres comprado. Soube mesmo bem.

Quanto ao frio, propriamente dito, ñ gosto porque normalmente ñ me consigo mexer. Mas o meu pescoço claro que vai começar a andar bem tapadinho. Hmm...

Lareira ñ tenho. Mas na época do Natal costumo ir a casa dos meus titios e das minhas priminhas e disfruto da lareira deles. O problema, depois, é sair de lá.

Pois, a língua...

Sim, nesta altura sinto sempre imensa falta de muita luz. Mas, por outro lado, adoro a luz do Outono / Inverno. Adoro.



“Um palco é de uma força impressionante. As luzes num palco mudam, a maneira como vemos as coisas, muda. Mudamos também nós, tornamo-nos ainda maiores. O palco põe uma gigante lupa sobre tudo o que nos dói ou sorri.Hoje ainda ressaco, tal é o arrombo dessa lupa.”

Sei bem o que isso é... Transcende-nos.



“Não há nada como a nossa casa. Nada.”

Ditto.



quinta-feira, novembro 03, 2005

Inadmissível!


Antes que me esqueça:

Há dias, mais propriamente no passado dia 25 de Outubro (terça-feira), veio uma notícia no Diário As Beiras, secção de Desporto, intitulada “A afirmação de outro futebol”, sobre (conforme o lead indica) um encontro internacional de futebol em cadeira de rodas que se realizou em Coimbra.

Depois da notícia dita ‘normal’, elaborada por Paulo Cardantas, vem, no fundo da página e do lado esquerdo, uma caixa – com uma fotografia – que diz o seguinte:


“De olhos em bico...

O JAPÃO é um dos países que se fez representar neste encontro internacional. Para além de praticantes e staff técnico, a delegação nipónica traz uma equipa de reportagem, composta por um cameraman, um jornalista e... um técnico para segurar o microfone. No decorrer da cerimónia, andaram os três numa azáfama, mais parecendo estar a cobrir uns jogos olímpicos. Estes japoneses são demais!”


Bem, o que gostaria de deixar aqui publicado é que aquilo a que Paulo Cardantas se refere de uma forma irónica (pejorativa, se quiserem), eu chamar-lhe-ia...

... Profissionalismo!!!



Por isso é que Portugal e Japão estão tão distantes!!!

É claro, não?!

Dispensam-se atitudes inadmissíveis e desprezíveis.
Então vindas de alguém que, à partida, não é pago/a para opinar...

quarta-feira, novembro 02, 2005

...


Estou farta...

...de comer,
...de só pensar em comida (no que vou comer amanhã, naquilo que já comi hoje...),
...de me sentir enjoada,
...de olhar para a minha cara, para o meu corpo.

Farta de me sentir mal, de sentir a roupa apertada...

E não sei o que hei-de fazer. Não sei onde é que isto vai parar!



Principalmente, cansada de tentar melhorar as coisas (à minha volta) e de sentir uma espécie de força a contrariar o meu esforço (passo o pleonasmo), o meu caminho, as minhas escolhas...

Há quem lhe chame pessimismo.

Eu chamo-lhe realismo. Talvez, mesmo, falta de sorte.

Porque há quem não faça tanto e não precise, porque muitas das coisas caem, simplesmente, vindas de algum lugar.

Não quero, com isto, parecer que estou sempre a olhar para os outros em vez de olhar para mim.

Apenas sei estabelecer comparações. Também para ter consciência sobre mim.


Enfim, há dias para esquecer.
Ou será, antes, noites para esquecer?


Era bom, por vezes, poder saltar logo para o dia seguinte!

terça-feira, novembro 01, 2005

sábado, outubro 29, 2005

É bom saber...

... que há alguém a ler o meu bloguito (como gosto de lhe chamar). :)

Digam o que disserem, o que se escreve é para ser lido.

Portanto, Obrigada pelo feedback!

sábado, outubro 22, 2005

Que droga!


No Sapo, encontrei um texto na secção direccionada à Mulher:


“Comemos muito porque:
40% a nossa vida tornou-se monótona
45% nos sentimos inseguros
15% é uma tendência hereditária


O corpo se enche se a vida é vazia
O que acontece no cérebro é que a busca de alimento compensa a insatisfação sexual, a carência afectiva, o falhanço profissional, uma briga que nos deixou a boca "amarga". Ao contrário o divertimento, o prazer físico, uma satisfação profissional, um dia "bom" e uma "plenitude" espiritual podem reduzir e anular a nossa exigência de alimentação
.”



A quem o dizem... :(

É mesmo uma droga, só que não é álcool, nem nada que se pareça, é mesmo a comida.
Não que a comida seja uma droga, mas sim aquilo que se faz com ela.
Comer demais, até encher... sem saber porquê...
e às horas mais estrambólicas: se for preciso logo após uma refeição (ou seja, não é por se ter fome!) e à noite (a hora menos indicada para comer, comer, comer!)...

Felizmente, agora já ñ me vejo com este meu pequeno ‘drama’ diariamente, 24 horas por dia...
Mas ainda me ataca vezes de mais...


É mais uma luta diária!

Problema De Expressão


"Só pra dizer que te Amo,

Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.

O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.

E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto."



Ontem vi um concerto dos Clã na Sic Radical, no novo espaço de emissão CC Estúdio 2.

São as músicas, as letras!!!

Eles são simplesmente fantásticos, principalmente a Manuela Azevedo: uma voz poderosa, uma força incrível, um grande poder de expressão!

quarta-feira, outubro 19, 2005

Hei-de lá chegar!


Isto de começar a trabalhar, logo após ter terminado o curso, foi óptimo.

Porque, mesmo sem receber nada em troca (falo de salário, de dinheiro, de remuneração), vale sempre pela experiência, por poder colocar em prática tudo o que já aprendi...
E porque só assim é que me faço conhecer!

Pensei é que a minha voz, a minha leitura, principalmente, fosse melhorar num prazo muito mais curto.
Pronto, se calhar estou a ser demasiado impaciente...

É aquela vontade de fazer as coisas sempre melhor.

Mas como dizem por aí que "quem quer, pode", aposto que o segredo é não desistir!!! :)

segunda-feira, outubro 17, 2005

Faz parte



As escolhas difíceis que a vida nos coloca...

O vazio que fica, por vezes...

A (in)certeza do não arrependimento...

O quebrar certos laços...


Faz parte, é assim que crescemos, mas chega a ser cruel!

sexta-feira, outubro 14, 2005

Se o dizem...

Outro dia, ia eu de comboio a caminho de Coimbra, fiquei a saber que sou uma freak do tampo!!!

(designação para aquela mania que eu - e acredito que mais pessoas - tenho de colocar sempre a tampa da sanita para baixo; é que não percebo porque a deixam sempre levantada!)

domingo, outubro 09, 2005

Até agora


Além da família, claro:

Joana, Hugo, Andreia, Micas, Pxixão, Amélia, João Gabriel;
Lubélia, Patrícia, Liliana, Catarina;
Daniela, Mónica, Vanessa, Liliana, Carla, Ana, António João;
Ana, Diana, Carla, Gabriela, Nuno, Paulo;
Carla, Paula;
Andreia, Rita, Filipe Jorge Xavier, Fátima;
Hugo, Carina, Mónica, Sofia, Ascensão Montenegro, António Gama;
Craveiro, Paula, Vera, David, Piri;
Daniel, Pita, Ana 1, Ana Té, Toino, Hélio, Piriquita, Kaká, Keké, Cátia, Maria Helena, Guilherme, Jerónimo, Mancha, Susana;
Ana Reis, Patrícia, André, João, Tó Pê, Madalena, Luigi, Marlene,Luciana, Andrea, Ana Queirós, Alcinda, Cátia, Patrícia, Andrea H., Ana Sofia, Gisela, Sandra, Carol, Hazze, Nélson, Sérgio; Tiago, Miguel, Pratas, Mariana, João, Sandra, Fátima, Joana, Blind, Telma, Ramira;
JP, Filipe S., Filipe M., Besteiro, Bruno, Ana Jorge, Armando, Artur, Raquel, Sofia, Catarina, Natasha, Sílvia, Margarida, Raquel, Sónia, Anita, Nuno, Tiago, Diana, Marta, Virgínia, Anthony Brian, Rafa, Fred;
Cristiana, Ana, Tiago, Catarina, Gisa, professora de Cultura Portuguesa, Lucas, Mónica;
Gabriela, Sofia, Rita, Diana, Ricardo, Viegas, Marisa, Jerónima; Sansão Coelho, Libelinha, Ana Jorge, Paula Careto, Catarina;
Galina, Cátia, Cláudia, Catarina, Jonas, Ana Semião, João, Cláudia, Ângela, Sara Meireles, Sílvio Santos, Francisco Amaral, Marco António, Carlos, Vânia, Alexandre, Catchy, Ana, Ricardo, Luís, Patrícia, Cristiano, Nanci, Alexandra, Rita, André J., Stephan, Alexandre, João, o (meu) holandês;
Paulo Vicente, Tiago, Olga, André, Vera, João, Alexandre, Sandra, António Cerveira, Jorge Correia, Elsa Ferreira, Armando Pires, Joana, Rito, Tomé, Pedro, Guilherme, Zé, Rogério, Manuela, Fernando Dacosta, António Macedo, José Jorge Letria, João Ramalhinho, Mário Rui Cardoso, Fausto, Maria Leonor Machado de Sousa, Paula Ravasco, Eduarda Maio;
Rogério, Paulo, José Carlos, João;
...


Estes nomes são de pessoas que, de alguma maneira, já fazem parte da minha história!

quinta-feira, outubro 06, 2005

@

Porque é que será que nunca aprendemos certas coisas?!

Porque gostamos de 'bater com a cabeça', talvez...

segunda-feira, outubro 03, 2005

sábado, outubro 01, 2005

"Bad news is good news"

Porque o jornalismo também vive do que de menos bom acontece.
Porque uma boa imagem não escolhe a natureza do momento!


World Press Photo 2005!

Oprah



Há uns tempos atrás, estava eu em casa das minhas primas, e elas viam um programa na SIC Mulher...
Na altura era sobre pessoas que tinham, realmente, muita sorte na vida.

Foi aí que fiquei a conhecer a (tão famosa) Oprah.

A Oprah é um ídolo nos Estados Unidos. Ou talvez no Mundo inteiro! Claro, para aqueles que têm acesso à televisão por cabo.
É uma excelente comunicadora, mas, acima de tudo, um ser humano incrível!
A partir daquele dia, comecei a acompanhar o programa.
Na minha opinião, é um programa que presta Serviço Público.

Trata dos temas mais variados, desde violação, traição, depressão, até como parecer dez anos mais novo/a, comer bem, ou remodelar uma divisão da casa.
Tem de tudo. É sobre a vida!

No meio de toda essa diversidade, naturalmente que já me identifiquei com muitos temas, com muitas pessoas que estiveram no programa a falar de problemas pelos quais já passei. Claro que, nalguns deles, não consegui conter as lágrimas. E o melhor é saber que não estamos sozinhos nessas situações! Ver e ouvir outras pessoas falar de coisas que já nos aconteceram (sejam más, sejam boas – embora me esteja a referir às piores) é purificador, como se nos lavasse a alma. Melhor, só mesmo falar sobre isso!

Com isto onde é que eu quero chegar?

Acabou agora mesmo mais um programa da Oprah.
Não vi de início, apanhei apenas a última história.
Era sobre uma jovem que se auto-mutilava: cortava-se para ver o seu próprio sangue, passava-o noutras partes do corpo, sujava o que estivesse à sua volta, principalmente roupa branca.
Portanto, aquilo deve ter sido um repórter de imagem e mais alguém (ou jornalista e/ou médico) que a acompanharam durante algum tempo, filmando o dia-a-dia dela, incluindo as crises.
Muito bom, muito real, muito desesperante.
Percebi perfeitamente o que ela sentia. A minha mãe, que estava na mesma sala que eu, só dizia “olha para aquilo, é um autêntico bicho!” ou “aquilo é uma doença!”.

Uau! Que novidade!
Mas é o que a maioria das pessoas diz, perante uma situação semelhante: está doente!
Porquê?
Acho que por ser mais fácil e, principalmente, porque talvez assim se sintam melhor consigo mesmas por verem alguém sentir-se tão mal na própria pele.
E lá devem pensar que, ao menos, não estão assim tão mal!

Enfim, esquecem-se que, às vezes, é por elas que depois existem pessoas assim, que sofrem tanto.
No caso da rapariga da reportagem, tinha sido molestada em pequena.
Os pais na altura, pelo que disseram no programa, ficaram chocados mas acharam que rezar [e pouco mais] seria o suficiente.
Como é óbvio, esse (grande) problema veio a reflectir-se mais tarde, numa quase inexistente auto-estima, num forte desejo de se sentir amada, querida, afagada, confortada...

Um outro senhor no programa, que supostamente estava a analisar o caso dela (e se calhar outros casos) disse que ele, enquanto pai, não se podia culpar por um problema que não era dele. Ou seja, podia e devia, claro, ajudar mas não culpar-se.
Errado!
A família é determinante!
São problemas graves? Muito!
Mas se houver um grande apoio, aquilo que todas as famílias deveriam ser (e, na maioria, não são!) – O porto seguro –, acredito que, com o tempo, o problema extingue-se.

O importante é que, quem está à volta, não se comporte como uma avestruz e procure saber, mesmo, o que se passa. Procure a pessoa, fale com ela, sinta o que ela não diz.
Porque, no fundo, nós somos muito aquilo que vivemos e experienciamos.
Cada vez mais me convenço que somos o Muito o produto da nossa educação.
Marca-nos para sempre!

Quando o dizem por nós


“Porque não era a minha religião, eram as crenças dos meus pais.” in Oprah


Ditto!!!